sábado, 30 de julho de 2011

Isto não é uma cadeira...

Para você meu grande amigo. Obrigado por tudo

- Isto não é uma cadeira - Disse ele.

Todos ficaram perplexos. Ele tinha aquele jeito cativante, alegre, que transmitia uma calma e segurança, pois dentro daquele espaço não havia certo ou errado, bom ou ruim. Ele sugeriu que ficássemos em uma fila e transformássemos aquela cadeira em qualquer coisa. Muito do cético achei tudo aquilo absurdo, até ouvir algumas coisas que mudariam minha vida para sempre ele disse com a sua voz impostada de locutor:

- Vocês não são obrigados a nada, mas se deem a  oportunidade de  serem livres, pelo menos aqui! Compartilhem um pedacinho de vocês e se permitam, só isso. A festa do ridículo só é legal, porque todos são ridículos. Então SE JOGA!

As luzes se apagaram. Eu era o último da fila e observei todas aquelas pessoas transformarem aquela cadeira em todos os tipos de objetos: Uma tesoura, um skate, um violão, um palito de dente, um notebook, um bebê e assim foi até onde a imaginação de cada um chegava e a cada nova transformação daquele objeto novos sorrisos sinceros. Aqueles sorrisos não eram sorrisos, eram a mais pura expressão de felicidade.



Um comentário:

  1. se jogaaaaaa adoro isso!!!!! sou grata a pessoa super especial que disse isso. :)

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