Acordei olhando para o teto. Já sabia que era domingo pois ouvi meu vizinho cantar. (Ele sempre canta nas manhãs de domingo).
Pensei comigo – pensei nada – levantei e após um longo banho, fui tomar café. Eis então uma tipica cena de domingo: Meus pais sentados juntos, conversando. Cada qual com sua xícara. Impressionante que após 23 anos juntos eles ainda consigam manter o bom humor e o frescor de dois namorados . Isso porque dizem que a paixão só dura no máximo dois anos (mas dizem que tomar leite com manga faz mal, então não levemos em consideração).
Conversamos e depois desse momento familiar fomos as nossas atividades habituais: minha mãe foi preparar o almoço, arrumar a casa, mas ela faz isso de bom grado (eu já disse que minha mãe é demais? Não? Então, ela é demais). Meu pai foi jogar videogame (sim, ele joga videogame, e o pior geralmente me humilha) e eu voltei para o meu templo (chamo meu quarto assim, pois quando entro a primeira coisa que me vem a cabeça é “Meu Deus” de tamanha desorganização)
Sentei e comecei a escutar música, me transportei para a Caiolândia e lá passei por muito tempo. Voltei a tempo de conversar com amigos e dar algumas boas risadas e quando olhei para o relógio o domingo já estava acabando. A pressão de segunda feira já estava a me torturar...Porque quando estamos em um estado de inércia mental o tempo parece escorrer pelo ralo?
Resolvi então achar a solução para o minha pergunta, mas de nada adiantou, pois não penso nada de domingo, mas cheguei a conclusão que domingo não e um dia ruim ou bom...depende da perspectiva do observador, assim como o tempo o domingo é relativo, pois pra quem tem família domingo é um dia familiar. Pra quem tem um amor, domingo é um dia de passar junto com essa pessoa ...Pra quem não tem nada... domingo é só mais um dia...
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