Vocês não sabem...
Mas hoje vi a corda ceder pro lado mais fraco e não fiz nada. Apenas observei como terceiro e fiz o que me foi pedido. Silenciei meus pensamentos e consenti com tudo, afinal de contas acho que está na hora de entender que o mundo não é como eu quero. Ser omisso, desviar, se acovardar é a forma mais tangível e prática de sobreviver. Certo?
Quais os caminhos tomar? Quais serão bons e quais serão tortuosos? Até então sei que as escolhas já foram feitas. Boas ou ruins são as escolhas baseadas em noites em claro e monólogos internos. Foram pensadas e repensadas, até o veredicto final. Certas ou erradas, são escolhas. Não condeno.
E aquela angústia que me assombrava? Decidiu aparecer também. Pessoas que eu machuquei no passado passaram por mim e desviaram o olhar. Lembrei de quem sou e que não valho a pena. Nunca saí de casa para causar o mal. Nunca mesmo. Sei que isso não exonera minha culpa, ou justifica meus erros, mas talvez anestesie o tempo suficiente até achar a saída dessa situação. Deveria pedir perdão, mas não o fiz. Por enquanto vou continuar assim. Será que é a famosa politica de ouro ("aqui se faz, aqui se paga")? Não creio. Provavelmente é o acaso.
E essas vozes que não param de gritar na minha cabeça? Não são fantasmas e eu não preciso ignora-las. Apenas devo tomar cuidado para que elas não me guiem para longe das pessoas que me querem bem. Acho que tudo está mais claro, pelo menos dentro da minha ótica distorcida e deturpada.
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